segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O rei branco




Livro: O rei branco
Autor(a): György Dragomán
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-98078-47-2
Ano: 2005
Páginas: 256
Classificação: Ficção húngara


Sinopse:


Estar sempre em casa aos domingos: isso é um compromisso para Dzsátá, de 11 anos, um garoto do Leste Europeu. Foi em um domingo que os homens da Polícia do Estado entraram em sua casa e levaram seu pai. Ele acredita que será em um domingo que o pai voltará.


Enquanto isso, em sua rotina de aventuras, entretido com violentos jogos de guerra ou brigas nos campos de trigo, com filmes pornôs no reservado do cinema ou com o planejamento de encontros com meninas, Dzsátá começa a descobrir outra realidade – seja por meio da tirania do treinador do time de futebol da escola e dos campeonatos decididos de acordo com interesses do partido; seja devido às trapaças e às dissimulações de trabalhadores e pessoas comuns ou de diplomatas e privilegiados, como seu avô, integrante da elite política.

À espreita dessa adolescência rebelde, contudo, sempre cutucando seu coração, está a prolongada ausência do pai. Quando o garoto finalmente descobre a verdade, arrisca-se a perder sua juventude. Para sempre.

Vencedor do prestigiado Prêmio Sándor Márai – que aponta os melhores autores da Hungria – com O rei branco, o autor transporta a terrível paisagem mental de Dzsátá com frases contínuas e sem enfeites, e constrói habilmente um universo totalitário, profundo e repulsivo. Engraçado e melancólico, mas escrito de forma inovadora, esse retrato de uma infância atrás da Cortina de Ferro nos apresenta a uma nova e impressionante voz da ficção contemporânea europeia.


Minha opinião

É um livro interessante , mas complicado de compreender.

Ele é escrito sem pausas, intervalos, e muitas vezes precisei reler alguns trechos para compreender o significado, captar o que o autor estava tentando transmitir no livro.
Me senti perdida na leitura, como se tivesse caído aleatoriamente na vida do personagem, ou apenas tivesse acesso a alguns pedaço perdidos de um diário de alguém.

Senti que faltava alguma coerência nos relatos, em alguns capítulos eu não via a razão ou o sentido daquele trecho no livro.

No contexto geral, o que percebi, foi que em meio a uma guerra, uma criança perdeu sua infância e inocência, tentando entender o que estava acontecendo.

É uma narrativa triste, mesmo que descreva momentos de diversão, mas ainda assim, em sua totalidade triste, que descreve a realidade que muitos de nós sequer podemos imaginar passar por ela, que, ainda hoje, existe em muitos lugares do mundo.

Definitivamente, não é o meu estilo de leitura, mas foi interessante sair do habitual e preferido.

Para quem se interessou, experimente e veja se gosta!

Boa leitura!

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